terça-feira, 1 de julho de 2014

3 Filmes - Alan Rickman

Bem mais rápido que o último, a terceira parte do 3 filmes vai com o meu ator favorito. Vencedor de 1 Globo de Ouro, 1 Emmy e indicado a outro, e pré-indicado a Melhor Ator Coadjuvante do Oscar 2013, o terceiro do 3 Filmes é Alan Rickman.

Sou fã dele graças ao trabalho em Harry Potter. Os outros filmes dele que também vi são O Golpe Perfeito, Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da rua Fleet, Alice no País das Maravilhas, O Filho do Prêmio Nobel e Quase Deuses. Alan Rickman foi até agora, o ator com mais opções de filmes para ver, e entre tantas opções, três foram escolhidas. Elas são:


1- O Julgamento de Paris (Bottle Shock) - 2008

Escolhi esse filme porque curiosamente eu tenho o DVD. Acredito que se não o tivesse e lido a sinopse, provavelmente não o assistiria, já que o tema aparentemente não é interessante. Aparentemente. A sinopse:

"Em 1976, um pequeno vinicultor americano desafiou a tradicional supremacia francesa e provocou uma tensão na indústria vinícola mundial ao colocar a Califórnia no mapa dos bons vinhos. Baseado em fatos reais, o filme mostra como a história do vinho mudou para sempre a partir do que se convencionou chamar de Julgamento de Paris."

Alan Rickman interpreta o esnobe Steven Spurrier, que tem uma personalidade super interessante, e que ocasiona os acontecimentos do filme. Mesmo assim, é curioso notar o destaque dado para Alan nos pôsteres, já que o principal desenvolvimento do drama e, profundidade são dadas a família caipira. É a família que movimenta o filme e, que recebe mais destaque. Apesar disso, o personagem de Alan também tem um ótimo desenvolvimento, que só é possível graças à ótima atuação do ator. Além disso, a atuação de outros atores como Bill Pullman e Chris Pine também são ótimas, ainda mais quando os dois contracenam juntos.

O filme começa apresentando o tema que, inicialmente parece chato e desinteressante. O começo é bem cansativo, mas quando os personagens são devidamente apresentados, a história começa a se desenrolar e os conflitos ficam ótimos. Para ajudar a imersão no filme, esse apresenta uma espetacular fotografia, aproveitando as paisagens rurais e as plantações, que dão um show de visual, além do simples roteiro.

O filme apresenta ótimas cenas, como as frequentes lutas de pai e filho, que são usadas para nos passar diálogos e informações sem que fiquem chatos, já que são aquecidos pelas cenas da luta. Além disso, a cena do aeroporto, onde para levar todos os vinhos, o personagem de Alan Rickman pede ajuda aos viajantes do seu voo é muito divertida. Também temos a cena onde o personagem de Bill Pullman empunha uma katana para abrir uma garrafa de vinho. E, todos sabem que se tem uma katana envolvida numa cena, essa cena é muito boa. Mas, a principal sequência, na minha opinião, é a degustação no final do filme. Tal cena poderia ter ficado muito entediante, se não fosse feita do jeito que foi.

Nota: 8.7

2- CBGB (CBGB) - 2013

Quando vi o anúncio desse filme, o que mais me chamou a atenção obviamente foi a participação de Alan Rickman. Depois de saber um pouco mais sobre o enredo, pensei que seria uma espécie de Rock of Ages. Então, esse filme foi uma certeza na hora de escolher o filmes. Veja a sinopse: 

"O filme segue a história do clube nova-iorquino de Hilly Kristal, desde suas origens como Country, Bluegrass e Blues (CBGB) até o que ele finalmente se tornou: o berço do rock 'n roll underground e punk. Kristal, um fã de country e bluegrass, sonhava em ter um clube em Eastside que atendesse a esse tipo de música. Quando ele teve dificuldade em reservar bandas, ele procurou por outros estilos de rock. Hilly tinha apenas uma exigência dos atos que reservava: eles só poderiam tocar sua própria música original. Nenhuma dos top 40, nem covers. Foi o credo pelo qual ele viveu, apoiar o artista qualquer que seja o custo."

Desde o anúncio, eu estava bastante ansioso pro filme, pensando algo do tipo: "Definitivamente tem algo aí", fazendo referência a última fala do filme. E, eu não sabia que o filme seria protagonizado pelo Alan Rickman, eu pensei que ele seria apenas um coadjuvante. Além da ótima caracterização, Alan Rickman também dá um show de atuação ao dar vida a essa lenda do rock underground. A personalidade de seu personagem já é mostrada no início, fazendo com que o filme tenha o resto do filme para desenvolver e fazer a superação do personagem. E, isso realmente acontece. É muito legal ver como o pessoal foi grato a oportunidade que ele deu. No entanto, o filme em si não tem um desfecho. O filme acabou de repente, e não possui um final conclusivo. A história em si não é concluída, apenas os problemas do personagem. Se todo o filme fosse maias curto, daria pra mostrar mais do futuro da boate.

Por essa por outras que fiquei um pouco desapontado com o filme. Talvez eu esperasse um Rock of Ages, e um pouco mais de rock 'n roll. É inegável que a trilha sonora é ótima, só que o filme peca ao criar algumas cenas musicais exageradas e histórias de fundo que não levam a nada, como a presença de um empresário que de repente some e, o pobre desenvolvimento da revista Punk, sem nos mostrar a conclusão. A presença de nomes famosos como Iggy Pop e Ramones fortalecem a trama e, chamam a atenção para o filme, mesmo que a participação de tais seja bem pouca. Também achei que teria uma maior participação do Rupert Grint, que tem uma atuação um tanto quanto inusitada.

Nota: 8.0

2- Duro de Matar (Die Hard) - 1988

A presença desse clássico dos filmes de ação não podia ser mais certa quando escolhi os 3 Filmes. Um filme de ação que eu já deveria ter visto há muito tempo e, que me encantou. A sinopse todo mundo já sabe:

"John McClane (Bruce Willis) é um detetive de Nova York que está indo a Los Angeles para se encontrar com sua esposa (Bonnie Bedelia), que trabalha em uma empresa japonesa. Porém, ao chegar no prédio onde ela trabalha, percebe que o edifício está sendo assaltado por um bando de terroristas e decide atrapalhar seus planos para resgatar sua mulher."

Depois de Harry Potter, esse provavelmente é o papel pelo qual Alan Rickman é mais reconhecido. Curioso notar que esse é também, seu primeiro trabalho em filmes. E, que começo, em?! A atuação é sensacional, a construção do personagem é espetacular, não só no jeito que fala, mas até mesmo no jeito que segura a arma. O personagem Hans Gruber é realmente um ótimo vilão. Possui classe, inteligência que disfarça o seu banal objetivo, sendo um "ladrão excepcional", nas palavras do próprio. Também gosto muito da atuação do Bruce Willis nesse filme, principalmente em seus diálogos com o policial. Mesmo vendo esse filme apenas em 2014, o achei fantástico e o considero, sem dúvidas, um dos melhores filmes de ação de todos os tempos. Como todo filme de ação, possui exageros mas, deve-se notar que comparado aos atuais, o filme chega a ser bem realista, principalmente na parte do vidro. Agora eu consigo entender todas as reclamações das pessoas em relação ao Duro de Matar 5 e, todo o fato de John McClane ter se tornado um "super-herói" e ter deixado de ser apenas um policial no lugar errado e na hora errada. 

Por ser um filme feito em 1988, possui algumas cenas de ação bem forçadas, principalmente na luta de John McClane com Karl. Por outro lado, possui efeitos especiais espetaculares pra época. Efeitos esses que foram indicados ao Oscar. E, diferente de outros filmes de ação, o drama e o desenvolvimento dos personagens funcionam e são coerentes. Existe um motivo pro amor entre John e sua esposa no final do filme. Além disso, possui um ótimo coadjuvante, muito bem interpretado por Reginald VelJohnson, que lidera a parte cômica* do filme, e que mesmo assim, consegue ter um drama incrível. É muito interessante como a amizade dos dois nasce apenas por eles estarem se falando pelo rádio. 

*Eu ri muito quando ele pergunta ao policial se ele quer um enxaguante bucal. A cara que ele faz e o jeito como fala são hilários.

Nota: 9.1

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