quinta-feira, 3 de julho de 2014

3 Filmes - Chow Yun Fat

E, mais rápido do que nunca, estou para anunciar o quarto ator do 3 Filmes, que é o meu ator oriental favorito, vencedor em várias premiações no cinema asiático. O quarto ator do 3 Filmes é Chow Yun-Fat.

Comecei a gostar dele por seu trabalho em Piratas do Caribe: No Fim do Mundo, onde ele interpreta Sao Feng e o admirei ainda mais por sua interpretação de Confúcio no filme A Batalha Pelo Império. Outros filmes que ele participa e que já vi são O Tigre e o Dragão, Conspiração Xangai e Dragon Ball Evolution. Esse ator foi um em que eu fiquei em dúvidas em qual filme escolher, mas acabei escolhendo dois bem parecidos e, um maias diferenciado. Vamos aos filmes:

1- O Imperador (Tong que Tai) - 2012

Esse filme não seria uma das minhas escolhas, até que fui surpreendido ao ver que meu pai possuía o DVD. Então, o escolhi no lugar do filme Anna e o Rei. A sinopse:

"A trama se passa no século 198 antes de Cristo, após Cao Cao (Fat), Primeiro Ministro da dinastia Han, tornar-se o maior tirano da China, aterrorizando cada senhor da guerra que encontrou pelo caminho. Quando ele se coroa Rei de Wei, boatos começam a circular sobre sua ambição em substituir o Imperador. Mas forças ocultas tramam contra suas pretensões, incluindo um casal treinado desde a adolescência para se tornarem assassinos numa missão secreta."

Chow Yun Fat interpreta o chanceler Cao Cao, em uma interpretação brilhante, que nos faz gostar do personagem, ao mesmo tempo em que algumas de suas ações nos incomodam. Chow Yun Fat passa a emoção de um homem, conhecido por não confiar em ninguém, e que com o decorrer do filme, tem uma superação, com um final espetacular. E, diga-se de passagem: o personagem é a melhor coisa do filme. Como a maioria dos filmes de época chineses, ele é visualmente lindo: uma ótima fotografia, um design de produção e direção de arte esplêndidos, o figurino muito bem trabalhado, além da constante simetria e equilíbrio apresentados nesse tipo de filme. A simetria, trabalhando junto com um ponto de fuga bem definido, tornam o filme quase visualmente perfeito.

Mas, não é o visual que faz um filme ser ótimo. Ele ajuda, mas não faz. Como em vários filmes chineses, existem uma grande quantidade de personagens (que são ótimos para criarem belíssimos pôsteres de personagens) que por causa da quantidade, não são muito bem desenvolvidos. Alguns personagens aparecem de fundo e, de repente realizam uma grande ação, sem uma grande explicação. Outros parecem ser grandes personagens e, já morrem logo no início. Essa grande quantidade de personagens causa certa confusão, principalmente no início do filme. Personagens mudam de lado e, cometem traição sem uma grande explicação pro público. Esse é um ponto negativo. Além disso, existem muitas cenas de ação que são realmente toscas. Movimentos em câmera lenta parecem não fazer sentido e, uma luta de espadas soa mais falso que qualquer outra coisa. Além disso, existem vários erros de continuidade que me parecem serem causados por uma má edição.

Nota: 8,4

2- A Maldição da Flor Dourada (Man cheng jin dai huang jin jia) - 2006

Esse é um filme que eu já estava querendo ver há algum tempo, principalmente por causa da presença de Chow Yun Fat. Então, ele não podia faltar no 3 Filmes! Confira a sinopse:

"O diretor de Herói e O Clã das Adagas Voadoras apresenta esta obra prima épica de artes marciais. Repleta de beleza e elegância tem impressionado e cativado o público ao redor do mundo. Inserido em um cenário de riquezas e cores de tirar o fôlego, escondido dos olhos dos meros mortais atrás das muralhas da cidade proibida, o filme conta a fábula de uma família real dividida, onde a confiança é traída e o sangue da família derramado em busca de redenção e vingança."

Chow Yun Fat interpreta magistralmente o imperador, novamente o personagem mais interessante do filme. O imperador possui um estilo e personalidade que são muito bem representadas, e nos faz duvidar de suas ações ao mesmo tempo que gostamo dele. Ele, na verdade, é um grande filho da mãe com uma personalidade forte e fortíssimas habilidades em luta. Apesar do bom desenvolvimento do personagem, ainda assim ficamos em dúvida quais são os seus motivos e, questionamos a dualidade de suas ações. Além disso, temos que bater palmas pra atuação da lindíssima Gong Li, premiada a rodo por sua atuação nesse filme: ela consegue construir uma personagem atormentada e mesmo assim interessante. Assim como o anterior, o filme apresenta uma grande quantidade de personagens que consequentemente não são tão bem desenvolvidos: os filhos possuem certas escolhas e ações que não fazem sentido, além de suas motivações vagas. Pode-se dizer que o filme é um filme representando uma família perturbada de verdade (alguns entenderão a referência).

Em termos de beleza, esse ainda é superior ao anterior. Esse filme é um dos mais visualmente bonitos que já vi (olhe o pôster e veja um décimo de toda essa beleza), possui fotografia excelente, direção de arte ótima e um design de produção indicado ao Oscar. Os figurinos são deslumbrantes, assim como o posicionamento da câmera que nos mostra quase sempre a simetria e o equilíbrio. E, apesar de acontecer em relativamente um só ambiente, o filme possui cenários incríveis, inclusive, esse filme teve o maior set construído na história do cinema da China. O filme possui várias cenas ótimas, e diferente do anterior, ótimas cenas de ação, com ótima coreografia, um grande realismo e, acima de tudo: muito divertidas. A primeira cena de luta, entre o personagem de Chow Yun Fat e seu filho é simplesmente espetacular e realista, e nos mostra o quão sinistro o imperador é. SPOILER Uma cena que não vai sair da minha cabeça tão cedo é a cena onde após um filho do imperador matar o outro filho, o imperador fica raivoso, tira o peso de sua roupa, tira o cinto e mata o filho com o cinto, enquanto seu cabelo se solta e fica incrivelmente esvoaçante no ar. FIM DO SPOILER Apesar de uma ótima cena, a batalha final conta com efeitos especiais medianos. Além disso, falando sério, é impossível uma batalha daquela acontecer. Impossível!

Nota: 9,3

3- Órfãos da Guerra (The Children of Huang Shi) - 2008

Esse foi a escolha mais difícil, já que eu estava em dúvida entre ele, Anna e o Rei e, Monkey King. Mas, os comentários no Filmow me fizeram escolher esse. E, novamente vem a lição: não confie nos comentários do Filmow. Vamos a sinopse:

"Um jovem inglês lidera um grupo de 60 órfãos em uma jornada de 500 milhas pelo meio das perigosas montanhas nevadas de Liu Pan Shan até a fronteira com o deserto da Mongólia, onde estariam seguros. Nesse caminho ele se torna amigo de uma líder comunista e se apaixona por uma enfermeira americana."

Esse é, dos três, o filme onde Chow Yun Fat tem o menor papel. Não tão pequeno quanto o de Geoffrey Rush em Munique, já que ele aparece em grande parte do filme. Ele interpreta o referido comunista da sinopse, papel que é o menos legal dos três. Apesar disso é bem interessante, apesar de irregular. Irregular não só em questão de ele aparecer e sumir no filme todo (inclusive tem uma hora que pensamos que ele morre), mas suas atitudes e sua personalidade não são muito bens desenvolvidas e, por isso, não estabelecemos nenhuma relação com o personagem.

Diferente dos outros, esse filme é visualmente normal, mas serve pra nos demonstrar a relação de maldade e bondade que existe em uma só situação: a guerra. Enquanto japoneses matam homens, mulheres e crianças prisioneiros, um jornalista tem sua vida mudada ao ajudar os órfãos a fugir. É nisso que o filme se baseia: na construção do personagem Hogg. E, infelizmente, não funciona muito bem. Em uma cena vemos ele dizendo que ia embora, e na outra ele já está ajudando e super satisfeito com sua vida no lugar.Além disso, o romance com a personagem Lee não faz muito sentido e, não tem química nenhuma. Outra coisa a se notar é que uma trama que poderia ser interessantíssima é facilmente deixada de lado: a trama do garoto e sua família. Tudo bem que ele é, digamos, o órfão com mais destaque, mas são poucas as cenas que mostram ele, e não vemos a superação no personagem, que morre de uma maneira um tanto quanto estúpida. Mas, apesar disso, o filme é bem bonito e nos mostra como o ser humano possui solidariedade e como a guerra é uma coisa ruim.

Nota: 7,7

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