sexta-feira, 11 de julho de 2014

IT'S A TRAP - Texto Narrativo: No Dia em que Perdi a Cabeça

Antes de começar o texto, tenho que avisar que esse texto foi escrito por mim, baseado na primeira temporada de Game of Thrones, com leve alterações. Vale lembrar que não li nenhum dos livros da serie. Bom, vamos ao texto:



"Meu nome é Eddard Stark, sou e sempre fui um homem honrado. Sou o Lorde do Norte e vim para a capital para investigar um crime, um assassinato. Foi aqui que descobri que o filho do meu amigo e futuro rei é ilegítimo. Não pude contar isso pra ele e, ele morreu sem saber. Fiz alianças para tirar o trono do garoto sem derramamento de sangue. O que recebi em troca foi traição e prisão. Fui mandado aos calabouços sendo acusado de traição.

Os dias aqui são longos, assim como a noite. Não que eu consiga diferenciar os dois. Acusados de traição são presos nos mais profundos calabouços do castelo real, sem contato com nenhuma luz. No entanto, o que mais me preocupa aqui em baixo é a segurança de minhas duas filhas. Fiquei sabendo que a mais nova, Arya, fugiu e não é vista há alguns dias. Já a mais velha, Sansa, ainda é mantida como "visitante" dos Lannisters. Sei que ela só está viva ainda pois ela é uma boa moeda de troca.

Um dia, recebi a visita do mestre dos sussurros, que veio me avisar que eu poderia não ser executado, se eu admitisse traição na frente de boa parte da população. Fazendo isso, e serei enviado pra muralha, onde não poderei nas manter contato com minha família. Neguei, pois eu sabia que as acusações eram infundadas e pois isso manchava meu código de honra. Foi quando ele me alertou que não era só minha vida que estava em risco: a vida de minha filha também estava. Relutante, aceitei.

Fui surpreendido por dois guardas que me algemaram e me encaminharam pelo subterraneo até o septo de Baelor, onde eu deveria confessar. Chegando lá, a luz do sol me cegou, mas depois fui capaz de perceber o jovem e psicótico rei, sua mãe e minha filha, com um ar triste, mas esperançoso. Vi o povo gritando "traidor", o que me deixou triste, pois eu estava certo. Fiz o meu discurso, confessando traição. O rei sorriu, fez um discurso sobre a fraqueza feminina de sua mãe, que aceitou me perdoar. Surpreendendo até seus conselheiros, virou pro carrasco e disse: -Mate o traidor.
Seus conselheiros e sua mãe tentaram impedir tal loucura, que resultaria numa guerra. Minha filha gritava desesperada, aos prantos. Mas o rei era implacável. Antes de me ajoelhar, pude ver minha outra filha disfarçada na multidão, protegida por um amigo meu. Me ajoelhei, abaixei minha cabeça. Sob o berro da multidão e sob o choro de Sansa, o afiRctado machado de Sir Ilyn Payne desceu. Minha cabeça se separou de meu corpo, pondo um fim na minha vida."

0 comentários:

Postar um comentário